
Era de paixão que sonhavas,
o corpo possuído
no silêncio de cada luar.
O fogo que em mim despertavas,
momento de culpa esquecido
na orla fresca do mar.
E a mão que apertavas,
era o Verão inteiro, perdido,
a pedir-te desculpa.
Nunca te arrependas do que fizeste, lamenta apenas o que nunca chegaste a fazer...

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